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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Workshop de Tarot

          
                                                          “Arcanos Maiores e você”



Curso voltado a uma introdução ao Arcanos Maiores e como aplicá-los em nosso dia-a-dia.
Dia 16 de Julho de 2016

Carga horária: sábado das 9:00 – 19:00hs

Local : Ashram Sarva Mangalam do SDM, dentro do Instituto de Cultura Hindú  Naradeva Shala
Rua: Coriolano 169-171  Pompéia

Tels: 3862 7321(fixo) – 9.9824  0623(Margareth) - 9.8692.2076(Roberta) - 9.6305.7798(Roberta)

Email: rob.paulucci@gmail.com  ou devi.devidasika@gmail.com

Valor de troca: R$ 150,00 por pessoa
Curso apostilado
Vagas limitadas, favor deixar o nome confirmando sua presença.

Facilitadora:  Roberta Paulucci
Bacharel em Ciências Contábeis pela PUC de SP, com especialização em Religião e Arte pela COGEAE, é Taróloga, Runóloga e Terapeuta floral. Trabalha com Cristais, Aromaterapia, Ervas. Aplica Reiki Ushui. Escritora nas horas vagas. Iniciada na Escola Esotéria Suddha Dharma Mandalam – Ashram Sarva Mangalam - SP   

domingo, 26 de maio de 2013

Curso de “Meditação” com os fundamentos do Yoga Brahma Vidya.

Curso de “Meditação” com os fundamentos do Yoga Brahma Vidya.
Início de nova turma: 24 de Agosto !

Este curso tem como objetivo nosso reconhecimento interior, para que possamos alcançar a meta da auto realização, através de estudos da milenar Escola Suddha Dharma Mandalam e também de Dikshas (Iniciações ) que nos são ofertadas através Dela.

É um estudo feito através dos ensinamentos do “Sanatana Dharma”(Conhecimento Perene), utilizando a metodologia do “Suddha Raja Yoga”(União com a Consciência que nos habita), abordando princípios básicos do “Matrika Yoga”(União e força dos Sons).

Formato do curso:
Dividido em 10 módulos, que acontecem mensalmente sempre aos Sábados.
Horário: Das 09:30hs até as 18:00hs (com horário para almoço)

Investimento:
R$ 200,00 por módulo
E R$ 30,00 de inscrição que se faz antecipadamente para a garantia de sua vaga.
Curso apostilado !

Datas dos módulos do ano de 2013:
24 de Agosto (1º módulo), 31 de Setembro(2º módulo), 26 de Outubro( 3º módulo), 30 de Novembro(4º módulo), 14 de Dezembro(5º módulo).

Local:
Sarva Mangalam Ashram do SDM, rua Coriolano 169, bairro da Pompéia, São Paulo
Cel: 99824- 0623
Curso disponível para outras escolas e espaços, nesta ou em outras cidades.

Certificado:
Em uma cerimônia específica, receberão um diploma de conclusão de curso e seu nome iniciático neste Mandalam (associação) que lhe dirá o caminho a ser buscado por você e tudo será concluído com uma Diksha (Iniciação) de Discernimento desta Arte e Ciência.
Este certificado é estritamente de cunho pessoal, não profissionalizante.

Facilitadora:
Margareth Gonçalves (Ma Devi Dasika) :
“Gnana Datha Acharya” (Instrutora Iniciadora) da Ordem Iniciática Suddha Dharma Mandalam.

Reconhecida com o título honorário de “Ashramacharya” pela Federação Internacional de Yoga.
Representante do SDM no “Parlamento das Religiões” da Argentina.
Trabalha com Yogaterapia especializada em Psicologia do Yoga.
Colaboradora da revista “Sexto Sentido”.
Formada em Pedagogia do Infra dotado pela Universidade Presbiteriana Machenzie


Vaisak Suddha Purnima Puja de 2013 no Sarva Mangalam Ashram do SDM

terça-feira, 19 de março de 2013

Desabrochar-se !!!!


De hora em hora, qual desabrochar-se de uma flor,
A verdade e sempre a verdade se revelará;
Que pode o sol empalidecer e as estrelas apagar-se,
Mas a LEI DO BEM permanecerá.
Ela refulge em esplendore cresce em influência,
Segundo se expande o lento trabalho da Natureza,
Desde os minúsculos zoófitos até os SERES excelsos,
Ao longo de milhões e milhões de séculos.

(C. W. Leadbeater)


quarta-feira, 6 de março de 2013

exploradores descubren lo que podría ser “el reino puro” de shambhala

Fonte:http://pijamasurf.com/2009/11/exploradores-descubren-lo-que-podria-ser-el-mistico-reino-de-shambhala/
http://pijamasurf.com/category/economia/

.El mítico reino espiritual de Shambhala o Shangri-la es un lugar en la tierra, al menos eso es lo que piensan un grupo de exploradores del valle de Mustang, en Nepal, que han descubierto un sistema de cuevas con pinturas y textos milenarios que podría ser la contraparte material de “la ciudad de los dioses”

La fascinación por civilizaciones ocultas consagradas con la naturaleza que disfrutan del paraíso en la Tierra, acaso dueñas de un secreto que les permite gozar apartadas del “mundanal ruido” y acercarse a la divinidad extravíada es parte inherente del misticismo planetario. Una de las más recientes versiones de este “valle de los bienaventurados” es Shangri-la. Popularizada en la novela de James Hilton y en la genial película de Frank Capra, Lost Horizon; probablemente una reconfiguración de leyendas tibetanas, de la morada de los maestros ascendidos, Shambala. Esta región o ciudad (Shambhala), generalmente ubicada en los Himalayas, oscilando entre el plano material y el plano etérico, es según la teosofía la capital espiritual de la Tierra, hogar de la Gran Hermandad Blanca y del regente del planeta, Sumat Kumara (o Rigden Djapo), máximo avatar del Logos. Asimismo, elusivo centro de las expediciones nazis de Rudolph Hess y Henrich Himmler en búsqueda de Agartha, la legendaria civilización subterránea o “Hollow Earth”, y los secretos de la religión prebudista, Bön.

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Un grupo de exploradores liderados por el experto de los Himalayas, Broughton Coburn, ha descubierto una serie de ciudades cuevas con una posible antiguedad de seis mil años en la región de Mustang, en Nepal. Está región, cubierta de nieve la mitad del año, es generalmente de acceso restringido pero Coburn y su expedición financiada por National Geographic lograron acceder a la zona donde encontraron una serie de pinturas murales y textos sagrados del siglo XIV con representaciones gráficas conocido como “iluminaciones”.

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Coburn y su equipo han dicho que los textos, que contienen muestras tanto budistas como de la religión de Bön, podrían vincular al sitio con “los valles ocultos” del paraíso espiritual conocido como Shambhala, que en la novela de Hilton, es llamado Shangri-la, un lugar donde sus habitantes han hallado el elixir de la inmortalidad. Algunos académicos creen que Shambhala tiene una contraparte en el mundo material, de la misma manera que el mito de la Atlantis. Aunque evidentemente Coburn podría estar relacionando el mítico nombre de Shambhala y el popularizado Shangri-la, como un truco publicitario para promover su pelícla documental recientemente estrenada. La cuasieterna fascinación exploratoria desde los Argonautas hasta Indiana Jones.

El valle de Mustang es conocido popularmente como “el fin del mundo” por su inaccesibilidad y su imponente paraje.Según algunas leyendas existen varios túneles que dan acceso a Shambala. Sin embargo, tradicionalmente se ubican en la región de Shigatse.

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El místico y explorador ruso Nicholas Roerich supuestamente viajó al Tibet para reunir la piedra Chintamani a su piedra madre, una enorme joya, en el corazón de Shambala. Esta piedra, se dice, proviene de la estrella Sirius y es una especie de santo grial antes del santo grial. Esta es la leyenda de la piedra del cielo (la piedra de la cual tal vez se derive la piedra filosofal o lapis philosphorumm, capaz de convertir el cuerpo en oro espiritual), entregada al señor de Shambhala, lord planetario en el asiento de las nubes:

“Through the Stars I come. I bring the chalice covered with the shield.” (traduccción del sánscrito de una inscripción en la piedra Chintamani hecha por Nicholas Roerich)

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Esta historia tiene su anverso oscuro, ya que se dice que Roerich fue en su momento el líder de los Iluminati, y que la intención de la civilización de Sirius que entregó la piedra celeste, es implementar un gobierno planetario (lo que en algunos círculos se conoce como el nuevo orden mundial). El ojo en la pirámide impreso en el billete de un dólar es una representación de Sirius, el sol secreto, ojo de Dios en la galaxia (que de alguna manera también se entrecruza con la entidad conocida como Lucifer, Venus, el planeta más brillante y Sirius, la estrella más brillante).

Se dice que Roerich técnicamente no llegó a Shambhala, pero llegó a Shigates, a través de cuyas cuevas se puede acceder a Shambhala. El que este cerca podrá reconocer la ciudad del cielo en la tierra por una llama azul pura.

Según el actual Dalai Lama, nadie sabe ya donde está Shambhala, el conocimiento se ha olvidado.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Siga o seu Coração, Ele é mais Inteligente do que Você pensa


Siga o seu Coração, Ele é mais Inteligente do que Você pensa

Publicado por luxcuritiba em janeiro 15, 2013
EagleEyes – 17 March 2011
Rebecca Cherry
hRecentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.
 Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce, autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de  ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência.”
O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético.
 Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.
Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo sem colocar eletrodos sobre ele!
A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia.
O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.
O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração.
Cada átomo emite energia nesta mesma frequencia.
A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas.
Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anél universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro.
 Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anel.
Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento.
 Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.
Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do Coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle.
 Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver.
Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos  e construímos  muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.
Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração.
 Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo.
 É a única maneira, é O Caminho.
 A medida que cada um de nós começa esta revolução tranqüila de viver do Coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo.
 Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o Paradigma do Novo Mundo do Céu na Terra.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LUA CHEIA DE MAIO




Dia 06 de maio de 2012 (domingo próximo) estaremos realizando nosso “Vaisak Suddha Purnima Puja” (festival da Lua Cheia), data onde comemoramos nosso Ano Novo Espiritual em  plena  Ascenção de Buddha Gautama.

Neste dia estaremos em sintonia com os Sagrados Seres de Luz, que sabedores da importância desta data,  estarão reunidos enviando-nos toda frequência de Bençãos.

Sempre neste dia, a “Mãe Divina”, Sri Yoga Devi, materializa-se sobre uma Sagrada Flor de Lótus, no Sagrado lago Kusumákara, que se localiza na região etérica do sul de “Badari Vana”  e que faz seu alinhavo energético na região norte dos Himalaia no plano físico, em uma cidade chamada “Badrinath”.

Vamos fazer todo esforço possível neste dia, de transferirmos nossos compromissos para participarmos juntos em presença  do lindíssimo e fortíssimo  Puja (ritual) que estaremos realizando neste dia.

Local:  “Sarva Mangalam” Ashram, rua Coriolano nº 169, Pompéia,  fones: 3862 7321
                                                                                                                                       2638 1298

Horário: 18hs

Entrada humanitária:  1 kg de alimento não perecível.

Doação ao Ashram:  flores, cânfora, leite, essência, incenso, fósforos, velas.....

Trazer:  Prasada

Ritual aberto !!!!!!!

Pedimos a todos os Iniciados que não esqueçam  de seu  “Kit Meditação”, para não causarmos transtornos para com os demais.

Shantirasthu,
Margareth Gonçalves (Ma Devi Dasika),
Gnana Datha Acharya,

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ademar Ramos

Pessoas amigas,
Aqui fica uma singela homenagem a este homem tão dedicado a causa do conhecimento esotérico.
Seu Maha Samadhi aconteceu na madrugada deste sábado (04/02).
Eubiótico e Teósofo!
Em nome do Mandalam do Suddha Dharma desejamos a esta tão sublime alma que já livre das dores e pesares da vida terrena, entre em Glória e Bem-Aventurança ao reino de D'eus -Pai.

Eu cheguei nesta caminhada terrena a participar de 2 programas seus na rádio Mundial por telefone, ao vivo, e o conheci pessoalmente em uma feira exotérica onde participaram vários palestrantes deste Universo, movimento este organizado pela Uni-Luz.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Índia 2012

 Abertura do Curso Avançado de Ayurveda na Índia em Janeiro de 2012, com um Ganapati Homa (Ritual a Ganesha) para os alunos do Brasil

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vivência com o Maha Lila no Pitta do "Sarva Mangalam"

                                                                Vivência com o Maha Lila
                                                         O Grande jogo do auto- conhecimento


                                                                Dia 25/06, das 14hs às 18hs







Maha Lilah, Leela, Maha Lila, Gyan Chaupad são apenas nomes para descrever esse jogo educativo milenar que tem sua origem na India, elaborado pelos Rishis e parcialmente descrito e citado nas antigas escrituras Védicas é a ferramenta que usaremos nessa Vivência Interativa.

A proposta é a limpeza interior de toda ignorância kármica, ou seja, proporcionar aos participantes um momento auspicioso de caminhar pelo jogo da Vida consigo e ao lado de outros buscando uma evolução sobre suas atitudes e comportamentos perante a Vida.

Usamos esse método, na forma de jogo, para representarmos através dos símbolos das espadas e serpentes, dos conceitos comportamentais, dos planos de evolução seguindo uma numeração cardinal e trazendo metáforas idealizadas na estrutura do tabuleiro que ajudam quem participa, na compreensão sobre si mesmo(a), sobre a sua vida real e todas as suas relações.

Esse tipo de vivência é indicada à toda pessoa, a partir de 18 anos, que esteja num momento de abertura para compartilhar, ouvir, aprender e interagir num grupo inusitado e heterogêneo.

Um importante detalhe: Pedimos ao participante o compromisso em permanecer até o final da Vivência.

O grupo será formado de no máximo 10 pessoas.

Cada participante estará com auxilio de um dado se conduzindo e trilhando seu próprio caminho, simultaneamente interagindo com os demais. Cada um é responsável por aquilo que lhe acontece, por comandar o seu próprio Jogo da Vida.


Facilitador:

Rinaldo Roberto Mancini, ou simplesmente Beto é o facilitador que desde 1988 populariza o Maha Lilah por suas andanças pelo Brasil.

Nessa forma de um tabuleiro gigante, desde 21/9/1990 realiza esse tipo de Vivência.

Sua abordagem é simples e real, trazendo à consciência do jogo e aos participantes, o que é essencial em suas expressões.

Sem formações acadêmicas é um auto- didata que aprendeu os conceitos e se tornou um professor desse método, baseado nas experiências e observações de sua vida real como um jardineiro.

Disponibiliza gratuitamente o Jogo Maha Lilah através do site www.mahalilah.org



                                                       Data: Dias 25/06, das 14hs às 18hs



Investimento: R$ 80,00 (toda a renda arrecadada, será destinado ao Ashram Sarva Mangalam da SDM)

                                                             10 vagas - garanta já a sua !


OBS: a turma somente acontecerá com no mínimo 05 pessoas


Local que será realizado a vivência:



Ashram Sarva Mangalma da SDM


Inscrições, diretamente com Devi Dasika: tel: 3774 3872/ cel: 9824 0623


e-mail: devi.devidasika@gmail.com




domingo, 29 de maio de 2011

Lua Negra - Lua Nova

Atenção queridos Dasas deste Mandalam !!!!!!









Hoje estamos em "Lua Negra", 3 dias antes da Lua Nova, então, não esqueçamos de fazermos nossas homenagens a "Mãe Divina KALI " !!!!!!!!


Nossos agradecimentos e renovações de pedidos a Ela !!!!!!!






Um outro lembrete importantíssimo !!!!!!


A Lua Nova entra dia 01 de Junho ás 18:03 hs


Não esqueçamos de fazermos nossos rituais místicos a Lua de São Clemente !!!!!!! e de participarmos de nosso encontro neste mesmo dia ás 20:15hs em nosso Ashram.






Jaya Kali! Jaya Kali! Jaya Kali!






Shantirasthu,


Devi Dasika,

terça-feira, 19 de abril de 2011

Lord Hanuman, o AMIGO FIEL (18 abril)

Dito por: Swami Sivananda

Hanuman Jayanti, o dia do nascimento do grande Senhor Hanuman, é o dia mais auspicioso para a adoração do Senhor Hanuman - a encarnação do deus Shiva Senhor Ramachandra para ajudar em sua batalha contra Ravana.
 Os devotos observam rápido, faça Pooja e recitar mantras e hinos do Senhor Hanuman.
Diz-se que qualquer culto pooja / recital / feito neste dia dá mil vezes mais resultados do que qualquer outro dia.
 A adoração do Senhor Hanuman é dito ser o melhor remédio para todos os problemas relacionados à Saturno.



Lord Hanuman, o AMIGO FIEL


Hanuman é o fiel amigo de Rama no Ramayana.
Ele é o general do exército dos macacos, que vieram no auxilio de Rama e Lakshmana na Guerra contra o demônio Ravana, que seqüestrou Sita, a esposa de Rama.

Durante a batalha com Ravana, Lakshmana foi fulminado por armas envenenadas.

Apenas o antídoto de uma planta, que podia ser encontrada no monte M...ahudaya, poderia salvá-lo. Hanuman imediatamente viajou para buscar a planta mas não a conhecia, e, portanto, não sabia qual pegar; por isso, ele trouxe toda a montanha para próximo de Lakshmana.

Hanuman é um devoto perfeito.
Ele é totalmente devotado ao Senhor Rama, a tal ponto de o nome de Rama estar escrito em seu coração.

Hanuman Jayanti

Sri Hanuman é adorado por sobre toda a Índia, tanto só quanto junto com Rama. Cada templo de Sri Rama tem a Murti ou imagem de Sri Hanuman.

Hanumam foi um Avatar do Senhor Shiva.
Ele nasceu de Vayu, o Deus do vento, e de Anjani Devi e é também chamado pelos nomes de Pavanasuta, Marutsuta, Mahavira, Bajrangabali, e Pavankumar.

Hanumam foi o poder vivente de Ram-Nam.
Ele foi um ideal trabalhador abnegado, um verdadeiro Karmam-yogi, que trabalhava livre de interesses pessoais.
Foi um grande devoto e um excepcional Brahmacharya. Serviu a Sri Rama com amor puro e devoção, sem esperar nenhum fruto como resultado.
Ele viveu apenas para servir Sri Rama.

Era humilde, bravo e sábio, e possuía todas as virtudes divinas.
 Ele fez o que os outros não fizeram: cruzou o oceano simplesmente para expressar Ram-Nam, queimar o rei demônio da cidade de Lanka, e trazer a erva sagrada para salvar a vida de Lakshmana.

Ele trouxe Sri Rama e Lakshmana do mundo inferior após matar Ahiravana.

Hanumam possuía devoção, conhecimento, espírito de serviço abnegado, poder de celibato e livre de desejo. Ele jamais se gabou de sua bravura e inteligência.

Ele disse para o demônio Ravana: “Eu sou um humilde mensageiro de Sri Rama. Eu vim aqui para servir Sri Rama, para fazer o Seu trabalho.
Eu vim aqui pelas ordens de Sri Rama.
Eu sou destemido pelas graça de Sri Rama.
Eu não tenho medo da morte.
 Eu dou boas vindas a ela se vier enquanto estiver servindo Sri Rama”.

Veja-se como Hanuman foi humilde!
Ele tinha profunda devoção por Sri Rama!
Ele jamais disse: “Eu sou o bravo Hanuman.
Eu posso fazer tudo e qualquer coisa”.
 Sri Rama pessoalmente disse para Hanuman: “Eu estou muito agradecido a voce, ó magnifico herói.
 Você fez maravilhas, coisas sobre-humanas.
Você nunca exigiu qualquer coisa em troca.
Sugriva teve seu reino devolvido.
 Angaba foi coroado príncipe.
Vibhishana tornou-se rei de Lanka.
Mas você não pediu qualquer coisa em nenhum tempo.
Você tirou a preciosa guirlanda de pérolas dada a você por Sita.
Como posso eu pagar Meus débitos com a sua gratidão?
Eu serei sempre profundamente agradecido a você.
Eu entrego a você a bênção da vida eterna.
Todos irão honrá-lo e adorá-lo como a Mim mesmo.
Sua imagem será colocada nas portas de Meus templos, e você será adorado e honrado primeiro.
Sempre que Minhas histórias forem recitadas ou as glórias cantadas, sua glória será cantada antes de Mim. Você será capaz de fazer qualquer coisa, mesmo o que Eu não for capaz de fazer!”.

será capaz de fazer qualquer coisa, mesmo o que Eu não for capaz de fazer!”.

Desse modo, Sri Rama glorificou Hanunam quando ele retornou após encontrar Sita em Lanka.
Hanuman não se exaltou nem um pouco sequer e prestou reverências aos pés de Sri Rama.

Sri Rama pediu: “Ó, magnífico herói, como você cruzou o oceano?”, ao que Hanuman humildemente respondeu: “Por Sua graça, meu Senhor”.

Que profunda humildade Hanuman demonstrou, não?
Muitos querem riqueza em troca por seus serviços.
Alguns não querem riqueza, mas não conseguem resistir ao nome e fama.
Outros não querem nada disso, mas querem aprovação.
Apesar de outros não quererem nada, ostentam seus feitos.

Hanuman estava acima de tudo isso. Essa é razão pela qual ele é reconhecido como um Karma-Yogi ideal e um insuperável adepto de Bhakti.
 Sua vida está repleta de lições, objetivas.
 Cada um deverá seguir, o melhor possível, o nobre exemplo de Hanuman.

Seu aniversário cai no dia de Chaitra Shukla Purnima, o dia de lua cheia em Março-Abril. Neste dia sagrado é feita a adoração de Sri Hanuman.

Glórias a Hanuman! Glórias ao seu Senhor, Sri Rama!

Elfos

Li não sei onde e adorei !!!!!



VOCÊ SABIA???

Que os espíritos da Natureza correspondentes ao mês de abril são elfos, pequenos duendes que adoram dançar ao som das flautas medievais.

 Dizem que ouvir esse tipo de musica durante o mês de abril atrai os elfos que invadem nosso sono proporcionando sonhos proféticos.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Viva Lord Shiva e sua Shakti !!!!!

"Um pedido feito, é um pedido jogado ao Tempo, ao Sr. Kala, portanto muito cuidado com o que pede !!!!! Vc poderá ser atendido !!!!!

Depois cante muito !
De preferencia este mantra que serve para transmutar tudo áquilo que é ilusório em sua vida !!!!



Maha Shivaratri: o dia de homenagear o D'eus Shiva




Nesta noite do dia 03 de Março, no calendário Hindu, celebra-se a Maha Shivaratri, ou Grande Noite de Shiva.
É o grande dia em que se celebra a existência divina do D'eus Shiva, um dos três Deuses da Trindade Divina Hindu, junto com Vishnu e Brahma.


Existem infinitas lendas que falam sobre essa celebração, mas a mais aceita é a que afirma que é nesse dia que Shiva casa-se com Parvati, sua consorte, e dança criando o Universo.
A mitologia diz que o universo cria-se com a dança de Shiva, por isso a imagem mais famosa de Shiva é a manifestação de Shiva Nataraja, ou seja, ele dançando e criando o Universo.
Quando ele pára para descansar por alguns momentos, o universo desintegra-se, reiniciando-se assim que Shiva volta a dançar.
Neste dia portanto, é um dos dias mais importantes para a religião hindu.
 Para muitas regiões, onde Shiva é a divindade mais adorada, este é o dia mais importante.
Os templos dedicados a expressão desse D'eus ficam lotados nessa noite, quando as pessoas vão assistir ao sacerdote fazer as cerimônias no Lingan Sagrado, a representação de Shiva em seus templos.
Nos templos dedicados a Shiva não há uma estátua Dele, mas um Lingan, que simboliza um falo, ou a grande fertilidade da vida, criação do universo. O principal mantra a ser cantado neste dia é "OM Namah Shivaya" (ॐ नमः शिवाय), que evoca a força de Shiva.

Você pode invocar o poder de Shiva visualizando sua imagem acima e repetindo algumas vezes seu mantra: OM NAMAH SHIVAYA.
Shiva deve ser invocado principalmente em questões ligadas à fertilidade e gravidez, e também em situações que se necessita de uma grande transformação na própria vida.


Shiva é considerado um Deus da fertilidade.
 Assim, a união de Shiva com sua Shakti(energia feminina) Parvati, é representada pelo Lingan (o falo) junto com a Yoni (o útero), o que representa a abolição da dualidade.

Ele nos traz o ensinamento sobre o controle dos nossos impulsos espirituais, mentais, emocionais e físicos. Shiva é representado frequentemente como tendo cinco faces, o que lhe confere a consciência dentro dos quatro planos da matéria e do plano do éter superior.

Com quatro braços, representando sua tremenda capacidade de atuar nos quatro planos da matéria e transformar o mundo.


Seu terceiro olho (no centro da testa) está no formato oval e na posição vertical.
Três olhos conhecidos como o olho do presente, do passado e do futuro.
Eles mostram a Sua capacidade de tudo ver, “o Poder do Olho de D'eus que tudo vê”, tanto no céu como na Terra.


Shiva sempre aparece coberto por uma pele de tigre ou com uma pele de elefante com a face branca como a neve e cabelos opacos.
Ele se parece como um yogui. A pele do tigre simboliza o domínio sobre a própria inquietação e dispersão; a pele do elefante simboliza o domínio sobre seu orgulho e agressividade.


Mantra - Máha mrtyuñjaya mantr

om tryambakam yajamahe sugandhim pushtivardhanam
urvarukamiva bandhananmrtyormukshiya ma’mrtat


Om

Tryambakam Yajaamahe
Sugandhim pushtivardanam
Urvaaru kamiva bandhanaat
Mrtyor mukshiya maamrtaat


Peço ao Senhor Shiva, o que tem 3 olhos,
Aquele que é o Senhor de todos os sentidos e qualidades que é o que sustenta todo o crescimento.
Que Ele nos liberte do ciclo de renascimento e morte
____

tryambhakam – aquele que tem três olhos (Shiva ); yajámahe – oferecer reverência; sugandhim – perfumado; pushtivardhanam – aquele que garante a prosperidade; urvárukam – melão de água; iva – como; bandhanat – da escravidão, das amarras; mrtyoh – da morte; mukshíya – libertar; má – não; amrtat – da imortalidade.

Om. Ofereço reverência ao perfumado que tem três olhos (Shiva), que garante a prosperidade. Possa ele nos libertar da escravidão da morte da mesma forma que a fruta madura se liberta sem esforço e não nos deixa afastar da imortalidade –

Tradução de acordo com a tradição de ensino de Swami Dayananda


Venha participar conosco deste grande festival !!!!!!
Hoje, ás 20hs, no Ashram "Sarva Mangalam" do SDM.
Local: rua Coriolano 169, Pompéia, próximo ao Sesc Pompéia, tel: 3862 7321

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Calendário de Janeiro 2011 - Ashram "Sarva Mangalam"




Dia 04 (20hs) – Lua Nova com Meditação Aberta e Reverencias aos Ancestrais


Dia 07 (19hs) – Laya Yoga


Dia 07 (20hs) – Meditação Aberta de “Sri Bhagavan Mitra Deva”


Dia 11 (20hs) – Meditação Aberta


Dia 12 (20hs) – Lua Crescente, meditação aberta de “Suddha Raja Yoga”


Dia 14 (19hs) – Laya Yoga


Dia 14 (20hs) – Meditação Aberta de “Sri Bhagavan Mitra Deva”


Dia 15 (09hs) – Curso de “Yoga Brahma Vidya”, turma B (8º módulo)


Dia 18 (19hs) – Laya Yoga


Dia 18 (20hs) – Meditação Aberta


Dia 19 (20hs) – Lua Cheia com comemoração do aniversário do Avatar encarnado “Sri Bhagavan Mitra Deva” e Iniciações


Dia 21 (19hs) – Laya Yoga


Dia 21 (20hs) – Meditação Aberta de “Sri Bhagavan Mitra Deva”




Dia 26 (20hs) – Lua Minguante com estudos do ritual de “Yoga Sandhya”


Dia 28 (19hs) – Laya Yoga


Dia 28 (20hs) – Meditação Aberta de “Sri Bhagavan Mitra Deva”

Curso de "Meditação" do Suddha Dharma Mandalam, Ashram Sarva Mangalam/sp

"Curso chamado de "Yoga Brahma Vidya"  1º fase, "Construção Interior" .



Este curso tem como objetivo o nosso reconhecimento interior, para que possamos alcançar a meta da auto realização.

Através de estudos desta milenar Escola e também de Dikshas que nos são ofertadas através Dela.

É um estudo feito através dos ensinamentos do “Sanatana Dharma”, utilizando a metodologia do “Suddha Raja Yoga” parcialmente pincelado por ensinamentos do “Mátrika Yoga”.

Para que possamos dar continuidade a estudos mais avançados deste Mandalam, é necessário que TODOS após sua Iniciação façam este aprendizado que nos é primordial.

Formato do curso:

Dividido em 10 módulos, que acontecem de 3 em 3 meses, sempre aos Sábados.

Horário: Das 09:00hs até as 18:00hs, as vezes é necessário a manhã do Domingo tbm.

Quem pode fazer:

Todos os Dasas já Iniciados no Mandalam;

Todos os Dasas que já fizeram este curso quando era chamado de “Suddha Raja Yoga”;

Todos ainda NÃO Consagrados, que demonstrem interesse em adentrar para esta Escola, assumindo o compromisso de serem Iniciados na mesma durante o decorrer deste estudo.

Investimento: R$ 100,00 cada módulo e

R$ 50,00 cada módulo para os Dasas que já fizeram este curso em outro formato

Curso totalmente apostilado !!!!!

Data de início das novas turmas : 26 de Fevereiro de 2011 e


                                                   01 de Outubro de 2011

Local: Ashram “Sarva Mangalam” do SDM, rua: Coriolano 169 Pompéia, tel: 3862 7321

Certificado:

 Em um ritual específico para a ocasião, receberão um Diploma de Conclusão e seu nome Iniciático neste Mandalam que lhe dirá o caminho a ser buscado por você e tudo será concluído com uma Diksha de Discernimento desta Arte e Ciência.

Este certificado é de cunho estritamente pessoal, não profissionalizante.

Facilitadora:

Margareth Gonçalves (Devi Dasika), que é Acharya e Gnana Dhata deste Mandalam

Obs:

É necessário que se faça uma inscrição, ligue no tel do Instituto de Cultura Hindú “Naradeva Shala “ (3862 7321) a partir do dia 17 de Janeiro e peça maiores informações.


Shantirasthu,

Dharmameva Jayathe,





 


CONTEÚDO:

1º Módulo:

- 1º Lição

- O que significa pertencer a esta Escola (incorporação)

- Como funciona esta escola

- A Educação

- Degraus de Conhecimentos (Suddha Raja Yoga)

- Lei da Evolução

- Os corpos e suas constituições

- As Yugas

- Processo Evolutivo do Homem


2º Módulo:

- 2º Lição

- Comentário

- Esoterismo

- Esoterismo x Exoterismo

- Manifestação Cósmica

- As Trigunas

- Filosofia Sankhya

- Surya Namaskar

- O que é um Japa Malas?

- Por que usar um Mala?

- O significado do nº 108

- Pranayama

- A Lei Cósmica

- O que é ser um Dasa?

- O sombolismo de Sri Bhagavan Narayana e Sri Yoga Devi

- O que é A.U.M?

- Guia e comentário para a execução de "Suddha Yoga" (Yoga Sandhya)


3º Módulo:

- 3º Lição

- Comentário

- A Ciência do Caminho

- Mecanismos de Construção

- Bija Mantras

- Mantrans

- Preceitos de Conduta

- Yoga Bijas e Mantras na Escola Suddha

- Mecanismos de Ação

- A Ciência dos 5(cinco) Elementos

- Mantra

- Puja

- Homa

- Saudação aos Siddhas e a Mitra Deva

- Tradução de alguns Mantras

- Laya Yoga


4º Módulo:

- 4º Lição

- Comentário

- Reencarnação = Rematerialização

- Os níveis de Rematerializaçoes

"A concepção dos Seres" - 4 níveis

- Oração a Morte

- Suddha Raja Yoga

- Características do Buscador

Faculdades a serem desenvolvidas

- Imaturidade que remonta à Infância

- Maturidade

- Imaturidade devida as diferenças Tipológicas Individuais

- Maturidade Afetiva

- Maturidade Mental

- Meditação


5º Módulo:

- 5º Lição

- Meditação

- Mecanismos da Meditação

- Unidade

- Maturidade Social

- Maturidade Moral

- Maturidade Religiosa

- Crises de Maturação

- Maturidade e Integralidade

- Como Funciona a Hierarquia

- Definição de "Yoga"

- Princípios e Categorias de Yoga

- "Manifesto Suddha"

- Avataras - Almas Divinas

- O Governo Espiritual do Mundo

- Banimentos Asúricos

- "Durga Strota"


6º Módulo:

- 6º Lição

- Comentário

- A Unidade da Vida

- Os Corpos

Divisões e nomes no Yoga

- Plegária aos Siddhas

- Descrição dos tipos de Karma

- Ekagrata

- Badari Vana

- Mestres Iniciadores Externos e seus trabalhos



7º Módulo:

- 7º Lição

- Comentário

- Chakras

- Estados de Consciência

- Da Consciência a Felicidade

- "Saranagati Mantra"

- A Manifestação do Mundo

"O Magnetismo do Som"

- O processo do Mundo através do Som

- A purificação pelo Som

- Períodos Diários

- Estado de Poder em direção à "Brahmacharya"

- Poder do Espírito ou "Purushartas"

- Estados de Consciência e respectivo "Purusharta"



8º Módulo:

- 8º Lição

- Comentário

- A Ciência do Amor

"Os 6(seis) atos diários de um praticante"

- Atma Snana (banho da Alma)

- Sandhya do "Sanatana Dharma"

- As 8(oito) qualidades Átmicas

- As 26(vinte e seis) qualidades Dáivicas

- Os grandes "Suddha Mahavakyas"

- Caminhos de Purificação

- Tratamentos para os Chakras

- Significados das direções para se fazer o "Namaskara"

- Invocação a "Sri Narayana" (Sama veda)

- Hino a Brahman (Rig e Sama Veda)

- Invocação a Sagrada Mandala


9º Módulo:

- 9º Lição

- Comentário

- Os 7(sete) Raios Cósmicos

- Quadro organizativo dos raios

- Os 7(sete) Raios Humanos

- Os 5(cinco) segredos dos reinos na natureza

- Suddha Dharma Mandalam

- Numerologia

- Cristais

- Mantra como terapia



10º Módulo:

- 10º Lição

- Comentário

- Meditação Trancendental

- Perguntas Encantadas

- Oração

- As 8(oito) qualidades Átmicas

- "Gunamayi Shakti"

Sua influência no Mundo

Sua condição de Brahmi

- "Atma Gnana"

O Jardim do Coração

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lenda da Vida Divina - A Fênix

Por: Mikhail Naimy




A mais árdua tarefa para a mente talvez seja o discernimento entre a realidade da existência e suas ilusões. Reflexão, é o que falta à maioria das pessoas que não hesitam um momento em colocar fronteiras entre o que chamam realidade e o que lhes agrada determinar como ilusão ou mito. Assim, por exemplo, o corvo, de acordo com elas, é uma realidade, enquanto a Fênix é apenas puro mito no qual crêem apenas os simples de espírito e os antigos.

Aqueles que desejam colocar-me entre os antigos e os simples de espírito, que o façam; porque eu, acredito na Fênix. Acredito por que creio na imaginação que a criou. A imaginação não é real? Por conseguinte, tudo que a imaginação concebe, gera e alimenta, seja bonito ou feio, faz parte da realidade da imaginação. Encarem a imaginação que opera incessantemente, e constataremos que só uma ínfima parte das suas operações toma uma forma tangível. Entretanto se atentarmos para esta ínfima parte, tomando-a por real, e rejeitarmos todo o resto, tomando-o por ilusório ou não-real, a imaginação será um mito e o homem ele mesmo, uma lenda. Uma imaginação que dá nascimento a um pássaro como a Fênix é uma imaginação criadora em si própria e por si própria.

O Homem criou a Fênix e tem o direito de contemplar a sua criação e dizer “vi que isso era bom”. Acrescentarei também - e tanto pior se me acusam de blasfemo - que Deus Ele mesmo, se tivesse pensado tal pássaro, teria criado um semelhante. Pode-se dizer que a imaginação do Homem completa a imaginação do seu Criador. Deus não criou o Homem “à sua imagem e semelhança”?

Entre numerosos relatos sobre esta lenda conta um que a Fênix vive na península arábica. Escapemos então, por alguns minutos, da prisão das paredes e dos tetos e invadamos em imaginação esta parte da península que os antigos chamavam “Arábia Feliz” e que conhecemos hoje sob o nome do Yemen; talvez tenhamos assim a possibilidade de observar a Fênix em seu habitat.
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Eis que o sol que se levanta no horizonte. O céu é de um azul puro e a fresca brisa da manhã sopra entre as árvores, balançando suas folhas tenras. Um rio profundo corre majestosamente ao longo da floresta para o mar, carregando sobre a sua superfície límpida os reflexos das árvores e de arbustos que se abraçam sobre as duas margens. Por toda à parte reinam beleza e paz; crer-se-ia num jardim paradisíaco.

Mas as árvores nos avisam para não se confiar nas aparências, porque sabem que nelas, sobre elas e ao redor delas, a perpétua luta entre a vida e a morte se faz presente. Todas as criaturas da floresta, as que caminham, que rastejam ou que se sobrepõem ao vento perseguem-nas seus predadores, procuram incessantemente o seu alimento ou se transformam em alimento para os outros. Não escapa nada neste turbilhão, nem mesmo as rochas. Tudo o que emerge da terra, esta, pouco a pouco, absorve-o para transformá-lo em animais, pássaros, répteis, insetos, árvores, ervas e flores. A vida, aqui, como por toda parte sobre a Terra, arde como chama sem consumir-se.

Sobre o cimo da árvore mais elevada da floresta está pousado um pássaro que não tem similar no mundo. Dirige o seu olhar para o Sol. Cada pluma do seu peito púrpura sedoso, parece se abrasar de um fogo proveniente de um outro mundo. Cada pluma das suas asas douradas, cujas extremidades parecem mergulhadas num azul de fazer desvanecer o azul do céu. O seu pescoço, gracioso e belo, ornado de um colar de brancura imaculada, é arqueado para frente, enquanto a sua cabeça delicada é trazida ligeiramente para trás, apontando assim o seu fino bico para o Sol. 06/12/07 Sun
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Este pássaro une a plumagem do pavão e a beleza da ave do paraíso, sem a arrogância do primeiro nem a timidez do segundo. Contempla o Oriente com quietude como se ignorasse a existência, no mundo, de coisas além do Sol, fonte de Luz e Vida. A redor dele muitos pássaros de todos os tamanhos batem asas e, passando na frente dele, cumprimentam-no com respeito e admiração. Vigorosas borboletas para chegar até ele, esvoaçam duas ou três vezes, retornando à terra, gratas e deleitadas.

Na floresta, ressoam inúmeras vozes de pássaros ou de cervos que chamam as suas companheiras. Exceto este estranho pássaro, não chama ninguém e ninguém o chama. Não tem nem companheira nem camarada, nem ao Leste nem ao Oeste, nem em nenhum dos mundos em revolução no espaço. Os outros pássaros ocupam-se em construir ninhos ou ensinar avezinhas, enquanto ele não tem nem ninho para construir nem pequenos para alimentar. Os outros voam cá e lá, procurando de que subsistir, enquanto que ele alimenta-se apenas de incenso e perfumes. Os outros pássaros gritam aterrorizados quando se encontram agarrados pelas garras dos seus predadores; ignora o medo porque não faz mal a nenhuma criatura e nenhuma criatura lhe faz mal. É único no mundo, mas no seu coração não há nem solidão nem melancolia. Os outros pássaros trocam de plumagem uma vez por ano; ele não trocou uma só pluma desde a idade de um dia - e isso há quinhentos anos!

Muitas árvores nasceram na floresta, ascenderam para as nuvens, envelheceram, desintegraram-se e renderam o lugar a outras árvores. As estações precipitaram inúmeras gerações de pássaros, de insetos e animais, seguidamente, substituindo-os por outras. E para além dos limites da floresta, no reino dos humanos, onda após onda dos trabalhos dos homens quebrou-se, e dispersou-se sobre as rochas do Tempo sem início nem fim. 06/12/07 Sun
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Nações inteiras nasceram, seguidamente eclipsaram-se como se nunca tivessem existido. Numerosas cidades cresceram, torres e cúpulas em direção ao céu, para por fim se apagarem na poeira. Reinos se elevaram para cair. Conquistadores e conquistados, heróis e crápulas, amantes e amados, cabeças coroadas e cabeças sem coroas - todos caminharam sobre a terra, seguidamente a Terra retomou-os no seu seio de modo que outras crianças caminhassem sobre ela e à sua volta. Onde outrora corriam poderosos rios, arbustos selvagens crescem hoje; as formigas construíram lá suas vilas e os ratos seus covis.

Quantos jardins foram engolidos pelo deserto e quantos desertos tornaram-se verdes e floresceram! Quantos deuses foram destronados e quantos foram entronizados! Tudo no mundo se alterou em cinco séculos. Exceto este pássaro aos olhos do qual - como aos olhos de Yahvé - “Mil anos são como ontem, um dia que se vai, como uma hora da noite”.

Mas para a Fênix também, chega a hora de “transformar-se”. Nenhum som é murmurado aos seus ouvidos. Nenhum dedo indica seu caminho. Nenhuma força externa ordena-lhe que faça o que tem a intenção de fazer. Guiada por ela mesma, ouvindo somente a sua vocação interna, volta-se para o Noroeste, e após ter batido asas três vezes, sobrepõe-se ao vento. Nenhuma lamentação em seu coração pelos cinco séculos precedentes que abandona atrás de si e não tem medo dos cinco séculos vindouros que vai enfrentar. Conhece perfeitamente a boa via.

No Vale do Nilo, há uma cidade que os Egípcios chamavam Annu, os Hebreus Beth-Shemesh e os Gregos Heliópolis. Nesta cidade, há um templo consagrado ao culto do Deus Rá.

A Fênix conhece a cidade, o santuário e o lugar do altar onde deve findar-se, porque desde inúmeras gerações, empreende esta peregrinação uma vez a cada quinhentos anos a fim de receber a Morte; e uma vez a cada quinhentos, torna a partir, deixando a Morte surpreendida e perplexa. 06/12/07 Sun
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Eis a Fênix que rompe o ar com suas fortes asas, acelerando para o Vale do Nilo. Diversos pássaros se agrupam ao seu redor para a escoltar, não a deixando só durante nenhuma parte do trajeto, e prestam-lhe homenagem e respeito. Ela não cessa de percorrer as distâncias até o momento em que lhe aparece Heliópolis.

No santuário de Rá, o sol penetra por uma janela acima do altar e os seus raios se fundem com a fumaça do incenso para entrançar riachos de ouro e de prata semelhantes às respirações de espíritos. Estas tranças ondeiam e desfazem-se sobre o altar, semelhantes a fios tendidos sobre um misterioso tear, como se uma mão invisível fabricasse estranhos tecidos. No vasto templo, está apenas um velho sacerdote mergulhado em suas contemplações.

De repente, o sacerdote ouve um bater de asas que interrompe o curso das suas meditações. Levantando os olhos, vê sobre o altar um pássaro maravilhoso banhado na Luz do Sol. Nunca os seus olhos viram algo mais bonito! Fica maravilhado. Mas seu maravilhamento não demora a transformar-se em temor porque, dirigindo o seu olhar sobre o pássaro, vê-o levantar-se, bater violentamente as asas para cima; então, em um momento, suas asas inflamam-se para transformar-se num leque de fogo e o pássaro funde-se nos raios do sol, a ponto de o sacerdote não poder mais distingui-lo. Um momento mais tarde, as asas levantam-se ainda, cessam então de bater e cada uma de suas penas assemelha-se a uma tocha viva.

O sacerdote, deslumbrado, não crê nos seus olhos. Onde viu, um momento antes, um pássaro vivo, não vê mais que línguas de fogo que saltam. É um fogo como nunca viu, um fogo que cega por seu esplendor e embriaga pelo seu perfume. Abençoado seja Rá, o Eterno, em que está a Vida e que dá vida a todas as coisas!

As chamas preenchem o templo de maravilhosos fantasmas, saltitantes para as alturas, esgotando-se nos seus saltos. Pouco a pouco, o fogo apaga-se, deixando um punhado de cinza incandescente. 06/12/07 Sun
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Que lástima um pássaro assim bonito perecer de uma maneira tão desoladora! Mas... realmente pereceu?

O sacerdote fricciona os olhos para estar certo de que não sonha. Então vê - milagre! – um novo pássaro, o mais detalhado possível, emergir do monte de cinza que resplandece, em todo seu esplendor. É idêntico ao pássaro que as chamas acabam de consumir. Dir-se-ia que é ele. Mas... é ele, é verdadeiramente ele! Então, o sacerdote ajoelha-se, cobre os olhos com suas mãos, prosterna-se até a sua cabeça branca tocar o solo e murmura estas mal audíveis palavras:

”Ó Rá ! Tu, ser de beleza que se renova quando chega a tua hora; Criança Divina; Herdeiro da Eternidade; Pai de si mesmo; Príncipe das regiões inferiores e Regente das superiores; Deus de Vida; Senhor de Glória. Cada respiração é animada pelo teu Raio!”

Se, se ofertasse a Fênix como protótipo a uma imaginação audaciosa e fértil, ornamenta-la-ia e a embelezaria até ao infinito. Porque os antigos, considerando ao mesmo tempo a Fênix como um pássaro que vive só e renova-se por ele mesmo, inventaram diferentes mitos relativos a sua morte e o período entre os seus renascimentos. A imagem narrativa que fiz é apenas uma entre, as numerosas, que perderam as suas fontes nos tempos antigos onde se tomava raramente cuidado de anotar os nomes e as datas, porque se preocupava, sobretudo, das verdades imutáveis da Vida ou a Eterna Idéia.

O nome “Fênix” é inegavelmente de origem grega. Um dos significados que lhe é atributo é o de uma espécie de palma. Ora, é possível que os Gregos a descobriram pela primeira vez na Fenícia e lhe deram o nome do país; ou então deram o nome desta palma ao país porque palmeirais encontravam-se em abundância. Eles também podem ter dado o nome de Fênix a este pássaro lendário, pela história dos Fenícios. O parágrafo seguinte, extraído do Hino de Boulaq ao Deus Rá, apóia a hipótese segundo a qual a palavra “Fênix” vem do Fenício: 06/12/07 Sun
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”Glória a Ele no templo quando se levanta da morada do Fogo. Todos os deuses amam seu perfume quando se aproxima da Arábia. Ele, o Senhor do orvalho quando vem de Mathan. Eis que se aproxima o Fenício na sua brilhante beleza, escoltado pelos deuses.”

Se uma dúvida subsiste quanto à origem do nome, a origem do pássaro ele mesmo não é mais difícil de identificar. Pode ser fenício assim como egípcio. O que se assemelha mais nas escritas antigas encontra-se num livro maravilhoso conhecido sob o título genérico de Livro dos Mortos. É uma apaixonante compilação de esoterismo, de filosofia, de poesia e de magia, cujos textos remontam ao século IV antes de Jesus Cristo. Considera-se que esta compilação é a mais preciosa herança que os antigos habitantes do Vale do Nilo nos legaram. Do início até ao fim irradia a crença dos egípcios na imortalidade. A morte, para eles, era apenas uma viagem de um plano a outro ou uma passagem da margem próxima da Vida à sua margem longínqua. Os seus Sábios, sabendo perfeitamente que a ignorância do povo não lhe permitia apreender a Verdade de maneira abstrata, o envolveram de numerosos monumentos simbólicos a fim de facilitar-lhes o caminho do tangível para além do tangível. Entre os seus símbolos, figura um pássaro que se assemelha à cegonha ou a garça-real e que chamavam Bennu, nome derivado de uma raiz que significa “regresso”. Este pássaro era representado nos seus mitos, sobre a cabeça, com duas plumas curvadas para a parte traseira.

Todo aquele que lê o Livro dos Mortos verá que Bennu representa Rá - Deus auto-gerado e que ignora a morte, o Dia que emerge da Noite e a Luz que triunfa das Trevas. Deste ponto de vista, assim como aquele relatado em Heliópolis, nós podemos constatar que Bennu divide um certo número de características com a Fênix. Mas não mais no Livro dos Mortos que em outros textos, é descrito como um pássaro que perece no fogo a cada quinhentos anos ou mais e depois reaparece das suas cinzas. 06/12/07 Sun
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Um sacerdote egípcio chamado Horapollo notou uma sólida relação entre o pássaro egípcio e a Fênix, e isto a partir do século V antes de Cristo. Na tradução grega das suas obras, ele propõe-se a falar de um pássaro conhecido dos Egípcios e nas suas tradições. Na tradução grega é chamado “Fênix”. Após ter descrito o aparecimento deste pássaro uma vez a cada quinhentos anos, descreve a sua morte do seguinte modo:

”Quando a Fênix sente a hora da sua morte próxima, precipita-se violentamente sobre o solo, fere-se e deixa o seu sangue esvair. De seu sangue coagulado, nasce uma nova Fênix. Esta, logo que se cobre de plumas, leva seu pai a Heliópolis. Lá, o pai morre à aurora. O seu corpo é queimado pelos sacerdotes egípcios enquanto a nova Fênix retorna para a sua pátria.”

Após Horapollo, o relato da Fênix espalhou-se e adquiriu uma grande notoriedade no Ocidente a ponto de chamar a atenção os antigos historiadores, poetas e teólogos, entre os quais Heródoto. Este historiador, durante relato de uma viagem efetuada ao Egito, fala da Fênix como se fosse um pássaro árabe. Em seguida acrescenta com reserva: “Mas eu, o vi apenas em imagens”. Em contrapartida, o poeta Ovídio descreve-a sem nenhuma reserva. Fala da Fênix como um pássaro que se renova por ele mesmo e se alimenta unicamente de perfumes. Diz que após ter vivido quinhentos anos, a Fênix constrói um ninho de canela, mirra e lavanda sobre o cimo de uma palma. Neste ninho, se rende à última respiração e do seu cadáver nasce uma Fênix nova. Esta última, após ter tomado forças, vai a Heliópolis, onde ela se oferece ao santuário do Sol, o ninho que foi ao mesmo tempo seu berço e o túmulo de seu pai.

Mais audacioso que Ovídio, o historiador Tácito, sob o cônsul Paulus Fabius ( no ano 34 após Cristo) não hesita em descrever o aparecimento da Fênix como um fato histórico. 06/12/07 Sun
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Assim, a lenda da Fênix foi contada e redigida por vários escritores e poetas da Antiguidade, os Pais da igreja estão entre os mais entusiastas neste estudo. Tertuliano, Clemente de Alexandria e Epifânio viram um símbolo da ressurreição de Cristo. Outros lá encontraram um prova irrefutável da imaculada concepção.

Entre as escritas eclesiásticas mais antigas, onde se encontra mencionada a Fênix, é o livro alexandrino Physiologos. Trata-se de uma compilação de relatos pagãos sobre os animais e os pássaros, de onde compiladores tiraram sermões, preceitos e argumentos religiosos. Lê-se que a Fênix é um pássaro indiano que se alimenta apenas de Éter e que, uma vez a cada quinhentos anos, se dirige para Héliopolis portando sobre as suas asas uma grande variedade de aromáticos. Lá, se incinera sobre o altar templo e de suas cinzas salta um verme que, em três dias, se metamorfoseia em Fênix, a qual saúda então o sacerdote e retorna para seu país.

Há, em latim, um livro intitulado Anecdota Syriaca, onde a lenda da Fênix é descrita do seguinte modo:

”... Diz-se também que nas Índias, existe um pássaro formidável que vem a cada cinqüenta (sic) anos ao Monte Líbano. Ali, ela colhe os mais suaves perfumes e as flores mais bonitas em seguida retorna às Índias. A sua chegada tem lugar ao mês de Abril. Este mês, o padre da região constrói um altar no cimo de uma elevada montanha e constrói ao redor uma casa com sarmentos de vinha. Quando o pássaro chega, entra na casa, põe-se sobre o altar, em seguida bate asas até transformarem-se em chamas; a casa pega fogo com tudo e reduz-se a cinzas. Três dias depois, o padre escala a montanha e inspeciona as cinzas onde encontra um minúsculo verme. Este verme cresce para transformar-se num pássaro idêntico ao que se consumiu. Este pássaro volta então para onde veio.” 06/12/07 Sun
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A crença na Fênix continuou viva até à época da renascença; depois recuou com o advento da “ciência” que crê apenas em prova “tangível”. A lenda tornou-se “fábula” à qual poucas pessoas passaram a interessar-se, a maioria conhecendo apenas o nome. Mas a Fênix não naufragou na negligência e esquecimento sem deixar impressões indeléveis do esplendor da sua beleza e de seus múltiplos sentidos.

É raro encontrar uma antiga nação que não tenha tecido uma lenda semelhante à da Fênix, nem criado um pássaro que lhe esteja próximo. Os árabes criaram al-‘Anqa’, os persas o Simorg, os hindus o Garuda, os Chineses o Phang-houang e os Japoneses o Hou-aou. Que aquele que deseje conhecer a estatura espiritual de uma nação compare o pássaro que sua imaginação criou. Haverá uma lição interessante e um prazer inegável neste estudo comparado.

De minha parte, saboreio mais o estudo da Fênix. Mas antes de dizer adeus a este pássaro maravilhoso, gostaria de, tanto quanto possível, penetrar o seu segredo e saber com qual intenção foi criado.

Admitindo que a Fênix é um símbolo. Mas o que simboliza? Seria a aspiração do homem mortal a imortalidade? Seria uma máscara de beleza tecida pela ilusão para olhos ulcerados pela fealdade? Ou uma visão inspirada que, de um piscar de olhos, ilumina eternidades e penetra, através das formas, o Espírito e a essência de todas as coisas?

A grande maioria dos investigadores que se pronunciaram sobre a Fênix fugiu do mistério afirmando que foi para os antigos Egípcios o símbolo do Sol, seu pôr-se e seu nascer, porque eles adoravam o Sol sob o nome de Rá. Não sendo nem investigador nem arqueólogo, permitir-me-ei contradizer esta opinião sem arriscar a indignação dos investigadores nem a hostilidade dos cientistas.

Nenhuma duvida que os egípcios adoravam o Sol; mas poderemos nós realmente admitir que os autores do Livro dos Mortos, os construtores das pirâmides, os criadores da Esfinge, Isis, Osíris e os seus Mistérios, os instrutores de Demócrito, de Pitágoras e Platão, adorariam um corpo celeste - por mais grande e mais surpreendente - eles que examinaram o espaço e descobriram as órbitas dos astros? - O Sol, para eles, era apenas um símbolo concreto do Deus abstrato - Rá – auto-gerado, que engloba tudo mas que nada engloba, criador de formas mas que é sem forma, criador de inícios e fins mas que não tem nem início nem fim, todos os Deuses do Egito são apenas aspectos variados deste Deus-Único.

Todo aquele que lê o Livro dos Mortos, mesmo superficialmente, não poderia admitir isto. Ora é impossível que os Sábios do Egito fossem tão ingênuos para simbolizar Rá pelo Sol, criar a Fênix - que somente um pequeno número de eleitos podiam ver uma vez a cada cinco séculos - para fazer em seguida o símbolo do Sol que qualquer pessoa pode ver todos os dias. A Fênix simboliza algo para além do Sol e mais permanente que o Sol: simboliza a Vida no seu duplo aspecto Matéria-Espírito.

No vazio os fenômenos se alternam constantemente, as pessoas habituaram-se a distinguir duas espécies de mudanças e de chamar a primeira vida e a segunda morte. Mas a Fênix parece dizer que Vida e Morte têm uma única fonte: é o Espírito simbolizado pelo Fogo. O Fogo é ainda hoje o mesmo. Absorve as coisas apenas para as multiplicar e diversificar sem multiplicar-se e diversificar-se. É o Fogo - ou o Espírito - esta vida primordial que a ciência moderna chama “energia” e que organiza os átomos de todas as espécies para em seguida dispersa-los. Infiltra-se em tudo, dentro dos enormes icebergs flutuantes sobre os mares como dentro do sol, dentro da pedra assim como dentro da massa de carne que palpita no peito do homem. E quando devora algo restabelece os seus componentes originais. Não se destrói, mas libera-se da sua prisão provisória. 06/12/07 Sun
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. Assim, quando a Fênix consome-se, ela não morre - mesmo por um só um instante - porque o Fogo que é o seu espírito reside latente nas suas cinzas, para em seguida reunir de novo seus átomos e dar forma a uma nova Fênix. Se a Fênix alterna de corpos uma vez a cada quinhentos, não alterna o espírito porque este espírito não está sujeito à descontinuidade nem à mudança.

As pessoas elogiam o que chamam “crescimento” e “progresso”. Mas parece-me que a mensagem da Fênix sobre este ponto é que na vida, não há nem crescimento nem progresso, porque tudo que cresce leva nele mesmo o germe da sua decadência, tudo o que se decompõe não dura quase nada e tudo que não dura não tem existência ou realidade em si, mas extrai a realidade da sua existência da Verdade-Única que é hoje o que tem sido ontem, que será amanhã o que é hoje e que não é sujeita a mais mínima mudança. Não cresce, porque não tem nem forma nem medida, nem início nem fim. Ela não “progride”, porque não existe nada no Universo fora dela. A Fênix nos ensina que o único meio “para crescer” é diminuir, reduzir - desfazer-se das formas exteriores para atingir a Verdade latente nas formas - o Fogo que é o símbolo do Espírito presente em tudo e que é o único sentido de “progresso” é retornar - cada um à sua Héliopolis.

Com respeito à duração de vida da Fênix entre dois renascimentos, varia de acordo com os relatos entre 50, 500, 580, 1461 e 7000 anos e parece certo que indica ciclos e rondas astrológicas. Deixemos isso aos astrólogos porque a tornam objeto de interpretações que não têm nada a ver com as esferas celestiais. Ainda aqui, a Fênix, que vive muito tempo, nos ensina que a idade das criaturas depende da beleza da sua vida interior e a sua harmonia com ela mesma e com as criaturas que a cercam. Esta idade prolonga-se ou encurta-se de acordo com o grau desta harmonia. 06/12/07 Sun
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Podemos também constatar que a Fênix não ataca ninguém para obter o seu alimento e não se bate contra nenhuma criatura para tomar companheiro ou amante; vive em harmonia com todas as criaturas. E por ela não desejar nada, nada teme e vive contudo em paz com todos. Ora não conheço melhor exemplo que o da Fênix para ilustrar a idéia que a pureza do corpo - como a do coração - é uma força incontestável. Este pássaro não se alimenta nem dos vegetais da terra, nem os seus animais, mas de seus perfumes. Assim, vive por longos séculos. Mas este alimento, mesmo tão puro, esta sujeito à decomposição. É assim que o corpo da Fênix decompõe-se, mesmo após séculos. A Ordem superior impôs a todo o que nasce de uma origem variável ser o escravo da mudança; a todo o que se alimenta de matéria tornar-se alimento para a matéria; a todo o que toma, de dar tanto quanto toma; e a todo o que deseja algo exterior a si mesmo, de ser objeto do desejo do que é externo a si mesmo.

Um atributo que é próprio da Fênix é que vive só, sem companheiro da sua espécie. É ao mesmo tempo macho e fêmea. Declara, como Jesus de Nazaré, que é de planos, no Universo, “onde não se toma nem mulher nem marido”, que o macho e a fêmea são dois elementos diferentes durante um ciclo limitado de uma onda de vida e que os dois juntam-se em planos superiores ao nosso.

A você, caro leitor, a quem dedico estes pensamentos - se estás entre os que procuram sondar os mistérios ocultos da Vida - de descobrir umas outras interpretações mais bonitas que as de sempre. Em contrapartida, pode ser que estejas nas fileiras dos que crêem apenas no que vêem e tocam. Então, crer no corvo seria mais legítimo e a Fênix permanecerá para você nada mais que um mito antigo e uma velha lenda. Então toma o teu corvo e dá-me a Fênix! 06/12/07 Sun
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Fecho os olhos e vejo levantar-se diante de mim, de suas ruínas, a cidade de Annu, eterna e luminosa - Héliopolis - a cidade do Sol. Ao centro, vejo o santuário de Rá em toda sua suntuosidade e majestade. Sobre o altar do templo, apercebo um pássaro drapeado de luz, agitando as suas asas formidáveis em batimentos de beatitude e de felicidade. Eis o seu peito púrpura que arde e todas as plumas que se alteram em línguas de fogo. Eis que todo ele, transforma-se em oferenda de fogo, uma luz perfumada e ardente entre a Vida e a Morte. E quando o fogo se apaga e contemplo a Fênix ressuscitar do monte de cinzas, exclamo, encantado, com o sacerdote do templo:

”Ó Rá ! Tu, ser de beleza que se renova quando chega a tua hora; Criança Divina; Herdeiro da Eternidade; Pai de si mesmo; Príncipe das regiões inferiores e Regente das superiores; Deus de Vida; Senhor de Glória. Cada respiração é animada pelo teu Raio!”

O OÁSIS DE PAZ

Por Mikhail Naimy




Quatro cavaleiros dos quatro cantos da terra, cavalgando graciosas montarias e em trajes magníficos, encontram-se em meio às longas distâncias de um deserto sem trilhas. Depois de trocar saudações, eles desmontam para um pequeno descanso e também descansar seus cavalos esgotados. Como é natural para estranhos encontrando-se tão inesperadamente em tal lugar, os cavaleiros primeiro conversam sobre de onde cada um é e qual o propósito da viagem através daquela desolação vasta e ressecada.

Os cavaleiros surpreendem-se quando se torna aparente que suas histórias são praticamente idênticas. Cada um havia conquistado aquele quarto do globo do qual vinha. Tendo subjugado o último dos seus inimigos, e tendo se cansado da luta, sua alma ansiava por uma paz abençoada. Mesmo esforçando-se duramente, não podiam encontrar em seu vasto domínio a paz ansiada com toda sua alma. O fracasso em realizar esse desejo lançou uma sombra de melancolia sobre suas vidas; transformou suas brilhantes conquistas em negra derrota, envenenou seus sonhos, e fez do seu grande reino uma prisão para seu coração. Não mais podiam apreciar seu alimento ou a caça mesmo como um prazer passageiro.

Por fim, cada um, consultou o homem mais sábio no seu reino, e o homem sábio aconselhou que procurasse o Oásis de Paz em um certo deserto. Nesse Oásis, se uma vez entrasse e bebesse de suas águas, ele conheceria a Paz - Paz perfeita - para todos os seus dias. No entanto, um muro extremamente forte cercava aquele Oásis, no qual havia uma pequena porta que só os CONQUISTADORES podiam abrir.

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Por mais de uma hora, os cavaleiros trocaram contos de batalhas e aventuras, perguntando-se onde o Oásis poderia estar e o quão longe talvez tivessem de ir. Todos os quatro expressaram assombro por um certo fenômeno que perseguia cada um deles desde o momento que eles entraram nesse terrível deserto. Quando puseram-se a caminho, cada um pareceu sentir-se seguido a uma certa distância pelos próprios exércitos e os exércitos que eles tinham conquistado, os exércitos se empenhavam em uma luta amarga de vida e morte. As sombras desses exércitos claramente podiam ser vistas durante o dia, mas suas vozes e o alarido de batalha não podiam ser ouvidos exceto à noite.

Um dos cavaleiros, evidentemente com uma imaginação mais ativa que os outros três, arriscou uma opinião que o que eles viam e ouviam não era nada, mas uma miragem, e que o ouvido tinha muito mais sensibilidade a miragens que o olho. Esta explicação pareceu plausível a seus companheiros e eles prontamente concordaram com ele.

Quando os quatro estavam para retomar sua marcha, viram surgir ao longe indistintamente a figura de um homem com um cajado nas mãos. Andava em direção a eles em passos amplos, medidos. O homem cantava enquanto andava e vestia um flutuante manto negro de pele de bode, seus pés se prendiam em sandálias de madeira. Quando a alguns passos deles, ele cumprimentou-os dizendo, "a Paz esteja convosco".

A saudação desagradou o cavaleiro imaginativo aquele que tinha explicado o olho e a miragem do ouvido a seus companheiros. Disse asperamente ao estranho, "Como pode cumprimentar-nos com a paz? Você encontrou, talvez, o Oásis de Paz?"

"Não" respondeu alegremente o homem simples. "Mas estou a caminho".

"Então sua paz retorne a você, seu descuidado. Como pode alguém dar a paz com a língua quando o seu coração está desprovido de paz"? 13/09/07 Sun
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O estranho acatou a repreensão do cavaleiro com um sorriso e disse, "Você está correto, irmão. A paz pertence aos homens de Paz. É uma linguagem que só corações pacíficos podem entender".

O cavaleiro ficou enfurecido quando o estranho chamou-o como "irmão". Soltando sua fúria, ele gritou ao homem: "Como ousa chamar-me de "irmão" quando você nada mais é que um vagabundo e eu sou o senhor de um quarto da terra? Veja! Nós quatro conquistamos a terra inteira. O que você conquistou para faze-lo sonhar em entrar no Oásis de Paz? Você não sabe que ninguém que não tenha sido um conquistador pode lá entrar?

"Sim, isso não é ignorado por mim”, disse o homem despreocupadamente. "E é porque o sei que estou em meu caminho ao Oásis. Conquistei todos meus inimigos e não matei ou prejudiquei um único homem".

"Que inimigos conquistou quando nós, os senhores da terra, nunca ouvimos falar de você, nem encontramos você e os seus exércitos em qualquer das batalhas que nós lutamos? Não sois, talvez, desta terra"?

"Sou desta terra tanto quanto vocês o são e possuo dela muito mais que quatro de vocês juntos, mas o que eu possuo é diferente daquilo que vocês possuem. Como os inimigos que eu conquistei, vocês também conhecem seu poder para entrar no Oásis. Vamos, assim alcançaremos nossa meta antes de pôr do sol".

"De fato, tão estranho como seu olhar é sua fala. Sabe o caminho ao Oásis"?

"Sim. Sigam-me".

Os cavaleiros remontaram seus cavalos e foram atrás do estranho, perguntando-se nos seus corações se deviam levá-lo a sério. As sombras dos exércitos empenhavam-se numa luta mortal, seguindo-os a uma certa distância, marchando como marchavam, parando quando paravam, e trotando como trotavam. 13/09/07 Sun
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Depois de uma cansativa marcha de várias horas, com o sol flamejante batendo implacavelmente sobre eles, a pequena companhia avistou um luxuriante Oásis. Suas altas e impressionantes árvores levavam gentilmente através do ar a uma longa distância o hálito fresco e aromático do verde saudável. Os pássaros esvoaçaram e chilreavam entre os ramos trêmulos. No meio dessa desolação arenosa, apareceu, como enorme esmeralda num disco imenso de ouro. Aproximando-se, os viajantes encontraram-se face a face com uma parede larga e alta, construída de crânios humanos. Cobras, escorpiões, e vermes de todos os tamanhos, formas, e cores rastejavam e contorciam-se para dentro e para fora dos olhos vazados, mordendo e machucando-se e assobiando hediondamente. A visão era suficientemente horrível para fazer subir arrepios pela espinha de qualquer um.

Olhando essa parede, os quatro intrépidos conquistadores da terra voltaram-se extremamente pálidos. Seus corações contraíram e as suas línguas ataram. O que aumentou seu susto era o fato de que os exércitos lutadores que tinham marchado desde o começo de sua jornada seguindo-os, e que eles tinham acreditado ser umas meras miragens ou alucinações, tornaram-se carne e ossos agora muito reais. Eram seus próprios exércitos e os de seus inimigos empenhados num combate mortal, propagando-se por todo o Oásis.
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Amedrontados pela cena em sua frente e sobre eles, os cavaleiros trocaram olhares embasbacados como se dissessem , "é este o Oásis de Paz? Ou é Gehenna*"? Estavam confusos além da medida quando lembraram-se de seu estranho companheiro e guia para o Oásis. Viram-no sentando-se confortavelmente no chão sem nenhum vestígio no seu rosto de qualquer temor nem qualquer desnorteamento. Pelo contrário, seu rosto irradiou paz e alegria, como alguém que via alguma vista encantadora e escutava sinfonias celestiais. Aproximaram-se timidamente, implorando garantir-lhes que o Oásis ante eles era o Oásis de Paz e que apontasse a porta para entrar. O homem não moveu uma pestana nem um lábio, mas simplesmente gesticulou aos cavaleiros para andar três vezes ao redor da parede e eles o fizeram.

Quando voltaram ao seu ponto de partida, os quatro reis do globo acharam o estranho parado na frente de uma porta pequena baixa, que eles não tinham visto antes. Acima da porta, eles viam um grande aviso, escrito em letras grandes, luminosas.

ESTE É O OÁSIS DE PAZ.
NINGUÉM PODE ENTRAR EXCETO CONQUISTADORES.

O aviso pareceu restaurar nos cavaleiros assustados sua coragem e confiança. Logo que leram, um deles andou firmemente e lentamente à pequena porta e empurrou-a com seu dedo indicador. A porta não abriu. Empurrou-a com o seu punho. Outra vez, ela não abriu. Chutou-o com sua bota, mas nenhum proveito. Enfurecido pelos seus fracassos repetidos, ele jogou o peso de todo seu corpo contra a porta. A porta permaneceu firme e nem mesmo soltou um fraco chiado. 13/09/07 Sun
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Então o segundo cavaleiro deu uma volta, então o terceiro, e o quarto. Finalmente, todos quatro combinaram seu poder e peso contra essa porta minúscula, mas sequer se moveu a espessura de um cabelo. O estranho todo o tempo só olhava, mantendo sua paz. Sua paciência e seus recursos exauriram, os quatro cavaleiros fizeram então um conselho para decidir qual o melhor meio para resolver o feio dilema.

Um feliz pensamento reluziu pela mente de um deles, que a inscrição acima da porta podia querer dizer que nenhum deles conquistou a terra inteira, mas só um quarto dela. A única solução, portanto, seria os quatro competirem entre si sua força e proeza. E talvez o mais forte abrisse a porta e a mantivesse aberta para os outros três. A solução prontamente foi aceita por todos.

Durante muito tempo fizeram os quatro cavaleiros cargas e contra-cargas contra a porta até que três deles caíram ao chão. O quarto que permanecia na sela, soltou um grande suspiro de alívio, e prepotentemente anunciou, "sou o senhor da terra"! Desmontando, ele andou arrogantemente em direção a porta, empurrou-a com sua lança, chutou-a, ora com um pé, ora com o outro, mas a porta permaneceu firme como uma montanha. Em desânimo completo e repugnância, ele olhou para o quinto peregrino e disse com desprezo, "Ó, vagabundo! Talvez saibas o segredo desta porta. Você a abriria para mim"?

"Sim”, respondeu com confiança, não se sentindo ofendido com a maneira zombeteira do cavaleiro. Com firmeza e a passos sem pressa, ele andou até a porta. Tão logo tocou-a suavemente com sua mão ela escancarou-se, revelando atrás dela um jardim maravilhoso tal como pode ser visto em sonhos, e isso muito raramente. Era um paraíso verdadeiro.
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Imediatamente depois que o homem estava dentro, a porta girando fecha-se atrás dele, deixando o "senhor da terra" fora, grandemente perplexo. Com o coração partido e derrotado, ele gritou ao homem dentro, "Em nome de Deus, esquisito companheiro, explique este mistério para mim. O aviso acima da porta não diz que ninguém pode entrar exceto conquistadores?

"Sim é o que diz," respondeu de dentro o estranho.

"Como, então, a mim, o senhor da terra inteira, é negada admissão, enquanto você, um vagabundo miserável, é admitido tão prontamente e com tal insuperável facilidade"?

"Simplesmente porque conquistei, e você não", foi a suave e confiante resposta do estranho.

"Mas quem você conquistou, idiota? Eu nunca vi seu rosto miserável em qualquer de minhas batalhas.

"Conquistei-me".

"Que gloriosa conquista! Um rato conquistando um rato! Faz-me rir".

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"Ria, poderoso Rei. As hienas permanecem sobre os cadáveres e sempre riem. Mas elas não conhecem a Paz".

"Não é a Paz o prêmio da vitória"?

"Paz é o prêmio da vitória sobre si mesmo. Vencer outros pela força dos braços é fazer surgir no vencedor cobiça e arrogância e nos crânios as dores, humilhações, aflições, e malícia do vencido. Isto é uma barreira insuperável para a Paz, para ambos vencedor e vencido. Vencer outros é viver em temor perpétuo de vingança, esse temor é o inimigo mais mortal da Paz. Ao passo que vencer as próprias paixões animais com nenhuma outra arma além de Amor, Caridade, e Entendimento Sagrado em unidade com toda criação é viver em paz consigo e com todas as coisas e criaturas na terra sob e acima dos céus. É só para tais conquistadores que este Oásis é posto no meio de um tal ilimitado, deserto sem trilhas".

"Nunca aceitarei isso seu infantil tagarela, nem hei de jamais entregar meu reino até que eu entregue minha vida".

"E você nunca conhecerá a Paz, ó iludido Rei, embora domine os quatro cantos da terra"!


*Gehenna – O inferno Judeu