domingo, 7 de abril de 2013

Vovó Ju !!!!!! mais uma opção natural....


 Eu recomendo !!!!! A direção é de membros da família Suddhadhamista......é o Mandalam do Suddha Dharma crescendo em São Paulo de várias formas e encima um espaço cultural do Suddha Sabhá Atma, outra celula do SDM em Aracaju. Jaya !!!!!
Ma Devi Dasika,


Vovó Ju -- Início de funcionamento do restaurante
21 de março em Rua Luminárias, 51 -- Pinheiros, São Paulo 

Depois de alguns dias em funcionamento provisório com a lanchonete, abrimos, na última quinta-feira, dia 21 de março, o restaurante vegetariano, por quilo. Os pratos são variados. Dependendo do dia da semana, o enfoque será mais na culinária brasileira, italiana, árabe e até alguns pratos mais orientais -- indianos, japoneses, etc. Sábado tem feijoada vegetariana. Todos os dias, entretanto, temos também o 
básico: arroz integral e branco, feijão, uma verdura, batata frita sem óleo, várias saladas, etc.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Filhota arrasando !!!!!!!


Entrevista com a modelo Plus Size Aryânik Schulz
Fonte: http://www.fashionmimi.com.br/2013/04/entrevista-com-modelo-plus-size-aryanik.html
Fashion Mimi


Oi!

É com MUITO prazer que hoje trago a entrevista tão desejada com a modelo Plus Size Aryânik Schulz.
Tive o enorme prazer me conhece la no Fashion Weekend Plus Size, e é claro, que não poderia perder a oportunidade de entrevista la. E ela topou!!!!
Indico que você sigam a página dela Aryanik Schulz no facebook e acompanhe seus trabalhos. É linda mesmo!



Conte nos um pouco sobre você! Qtos anos, o que faz da vida, o que gosta, casada ou não?
Meu nome é Aryanik Schulz, tenho 26 anos, sou solteira, e moro em SP Capital. Eu e meus irmãos temos um Instituto de Cultura Hindu, e trabalho como Modelo Plus Size paralelo a isso há quase 3 anos. Sou determinada, amo meus amigos, minha família e meu cachorro! Adoro correr atrás dos meus objetivos e de ajudar as pessoas. E o mais importante, tento ser feliz a maior parte do meu tempo. 

Sempre foi gordinha? Teve problemas por ser uma?
Sempre fui gordinha, um pouco mais, um pouco menos, mais sempre fui! E sim, já tive muitos problemas, sofri muito preconceito por ser assim, sempre era alvo de piadas sem graça de gente que achava legal fazer isso, mais nunca liguei muito, sempre fui mais eu e meus amigos. 



Você sempre se aceitou gordinha?
Sim, sempre me aceitei assim. Já fiz como toda adolescente de querer ficar magra para entrar na sociedade, isso que eu achava, mais nunca durava muito tempo, por que sempre desistia logo após alguns dias. Então, acabei não ligando mais para isso e me aceitando e me curtindo do jeitinho que eu sempre fui.

Como descobriu que poderia ser modelo plus size?
Na verdade, eu entrei nesse meio com outro foco, eu queria ir trabalhar em um Navio com uma super amiga minha, e ela acabou me dando algumas dicas para isso acontecer com mais facilidade, e um deles era fazer um book. Fui atrás de uma agência, gostei e me agenciei. Quando já estava com o book em mãos, foram surgindo oportunidades, e como eu sempre gostei disso, fui aceitando, hoje em dia ser modelo plus size é meu segundo trabalho, e eu amo fazer isso.

Ser uma modelo plus size é difícil? Tem competição ou brigas?
Sim, é bem dificil, principalmente no começo. Tem que ter muita paciência, não se deixar abater ou cair. Você vai ouvir muito não. Muita gente falando que não está procurando seu perfil no momento, muita coisa desse jeito. Mas isso faz parte, você precisa ser reconhecida e mostrar que você é capaz de fazer o que o cliente te pede. Isso requer tempo e muita força de vontade. Competição e brigas eu acho que tem em qualquer lugar e lógico que não poderia faltar no mundo plus! Mas cada um tem o seu motivo, seu gosto e desgosto.




Como você vê o mercado plus size no Brasil hoje?
Eu acho que o mercado plus vem crescendo e muito nesses últimos tempos. E devemos isso a todos que começaram a muitos e muitos anos atrás. E isso, é so o resultado de muito trabalho e dedicação. Eu também acho que tem muito o que melhorar, mas estamos evoluindo e arrumando tudo isso. Hoje em dia somos mais "bem vindas" do que antigamente. Hoje não somos somente uma loja e sim várias que seguem o mesmo rumo. Acredito que aos poucos estamos mudando todo esse mercado no Brasil.

Uma modelo ganha por desfile, coleção? Como funciona?
Depende da modelo, o que ela vai fazer, e qual grife está contratando. Se for para um coleção, irão te pagar pela coleção, pelo nome que você tem, ou somente, para um catálogo. Desfile eu ja vi de várias maneiras. Ou você ganhando por numero X de peças, por todas as grifes, outras até mesmo ganhando somente a roupa que desfilou. Também há muitos convites para você fazer fotos ou desfiles, catálogos e tudo mais de graça, você ganhando somente divulgação. Eu fiz muito isso no começo de carreira e aconselho a quem está começando a fazer o mesmo. Além de ganhar experiência, o mercado começa a te conhecer. 

O que uma garota precisa para ser modelo também!?
Determinação e força de vontade. Essas são as principais coisas que alguém precisa ter para se tornar uma modelo. Um book bonito, feito com alguém de confiança, que saiba o que está fazendo, e que saiba te ajudar também a tirar essas fotos. Um bom curso para te ajudar no básico, a começar  se comportar em todas as ocasiões. O resto vem com o tempo. Tendo isso, é so começar a correr atrás e mostrar que você é capaz.

Existem agências de modelo que aceitam plus size?
Sim, existem. Eu mesma sou agenciada em uma, mas lembre-se sempre que o foco das agências maiores não são as Plus Sizes, até porque estamos mudando ainda esse mercado. Então se for se agenciar em umas delas, tenha isso em mente e não pense que você irá ser chamada logo de início, ou que vai ser chamada sempre para fazer algum trabalho pela agência.




Existe "um corpo" que é melhor para ser manequim?
Como no mundo Fashion, sempre tem um corpo melhor, mas não tem um manequim certo. Não que os outros tipos de corpos nao sejam adequados para isso, mas, com o corpo mais em cima, um manequim menor, pele sempre bonita e bem cuidada, isso ajuda muito. Mas, mesmo com manequim maior, não se preocupe, que se você quiser, também pode entrar neste ramo. Isso é o que eu gosto do mundo Plus, ele realmente é feito para todos os tipos de corpos.

O que você acha que as gordinhas devem mudar ou fazer para serem mais elegantes?
Eu acho que cada gordinha tem seu estilo, seu jeito de arrumar cada peça do jeitinho que mais gosta. O que eu falaria, é ter bom senso e sempre uma ajudinha. Como, por exemplo, uma estampa é melhor que outra. Já ajuda muito a gordinha a ficar mais elegante. Com coisas básicas como somente um cinto pode mudar seu visual por completo. Arrisque, mude, invente, que você verá que às vezes, a coisa mais simples, faz você ficar maravilhosa.

Deixe uma dica!
A dica que eu dou é, se ame acima de tudo. Não importa o seu tamanho, altura, peso ou cor dos olhos, todas somos maravilhosas! Tem muita mulher por aí que não sabe o quão  bonita e charmosa ela pode ser, entao arrisque...  Você se arriscando e vendo o quanto é poderosa, é aí que você irá se encontrar.

Agradeço à Daiana por ter me dado a oportunidade de falar um pouco de mim e dar a minha opinião para todos! =] Um grande beijo.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Lançamento do livro: "Maria, a Judia Alquimista"




Queridos! Bom dia! 
Convido todos os amigos ao lançamento do livro "Maria, a Judia Alquimista", onde trato sobre anjos, alquimia, cabala e a vida de Maria juntamente com seu irmão Moíses. Deixe anotado na sua agenda para dar um abraço aqui na Moniquinha na Livraria da Vila, Al. Lorena, 1731, sábado dia 20/4 a partir das 16h. Espero todos vocês!

Monica Buonfiglio,



Falar sozinho deixa você mais inteligente


cientificamente comprovado;




Uma boa notícia para quem costuma travar diálogos longos e complexos entre si mesmo: isso não significa que você está ficando louco – mas essas conversas solitárias podem aumentar sua inteligência, já que aceleram o lado cognitivo do cérebro. A pesquisa que chegou a essa conclusão foi conduzida por dois psicólogos que estavam intrigados com as pessoas que procuravam itens no supermercado sussurrando o nome dos alimentos. Para comprovar que isso ajudava na busca, eles fizeram um teste bastante simples. Em uma das dinâmicas, eles precisavam encontrar a foto de um objeto específico em meio a várias outras. Alguns voluntários precisavam fazer isso em silêncio – e eles levaram mais tempo para acabar a tarefa do que os que eram autorizados a falar o nome da figura. Na segunda atividade, um site de compras online foi usado em um experimento similar – e quem falava os produtos pedidos para serem procurados eram bem mais velozes na busca, mas apenas se eles conheciam o nome do objeto.

Fontes: UOL MAIS: http://anjupaulu22.album.uol.com.br/fotos-de-anjuconexao/10087603

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MATURIDADE DA ALMA !


Antônio Caldas


Nós podemos pensar que maturidade seja o mesmo que experiência de vida. Acharmos que por termos vivido muitos anos, nos tornado espertos, dificilmente enganados, fortes, uma fortaleza, uma rocha inquebrantável, nos tornamos maduros. Por detrás desta armadura está a alma encolhida, sufocada, triste. Ela está perdendo mais uma oportunidade. 

A maturidade tem a ver com a nossa experiência interior! Na verdade, como transformamos, como digerimos dentro de nós, tudo aquilo que acontece em nossa experiência de vida. A partir de nossa experiência de vida, quanto mais nos aprofundarmos em nós mesmos, quanto mais nos aproximarmos do âmago do nosso ser, da nossa essência, mais maduros nos tornaremos. Quanto mais reconhecermos e regarmos a nossa semente, mais maduros nos tornaremos, mais a árvore poderá crescer e dá frutos. 

Identificados com a nossa alma compreenderemos que no mundo não há nada para se ganhar, nada para se perder, somente uma experiência para se viver. Realizar o nosso potencial de amor, a nossa missão de amar, deixar a nossa mensagem sendo o que somos. A maturidade acontece ao ser humano quando ele floresce a partir de si mesmo, a partir da sua essência, quando o amor dele é natural em tudo aquilo que ele faz e realiza. 

Paz e Luz 


sábado, 30 de março de 2013

Páscoa !!!!


O que dizer da Páscoa ?
Ressurreição ? Esperanças ? Renascimento ? Renovação ?

Não sei !!!!!

Em plena metade de Kali Yuga, ainda tem quem reverencie este Avatara na cruz !
Em plena metade de Kali Yuga, não entendemos a mensagem deste Grandioso Ser !
Em plena metade de Kali Yuga, não se respeita as diferenças !
Em plena metade de Kali Yuga,  se faz guerras em nome D'ele !
Em plena metade de Kali Yuga, usam esta imagem pra justificar atos pessoais !
Em plena metade de Kali Yuga, não entendemos suas atitudes !
Em plena metade de Kali Yuga, não usamos nada do que Ele ensinou !
Em plena metade de kali yuga, ainda somos os mesmos de outras manifestações !

Vejo uma sociedade corrompida, injusta, desrespeitosa, dogmática, separatista, julgadora (posso até estar fazendo isto agora), falsa, hipócrita e assim por diante.....

E aí como no Natal, todos viram irmãozinhos ?

Bíblia sob os braços não adianta de nada !
Gritar os versículos decorados muito menos, mesmo por que não foi Ele que os escreveu !!!!
Precisamos de atitudes Crísticas !
Pensamentos Crísticos !
Sentimentos Amorosos !
Respeito pelo que somos !
E em nome D'ele agir com AMOR exatamente como Ele fez e faz.....

Minha mensagem de Páscoa :

Ressurreição SIM ! Esperanças SIM ! Renascimento SIM ! Renovação SIM !

Mas na PAZ, no AMOR, na SAGRADA COMPREENSÃO, na IRMANDADE.....
(Pelo menos foi isto que aprendi com o Cristianismo.....a muito tempo atrás.....)

Deixo aqui meus cumprimentos a TODOS os seres VISÍVEIS E INVISÍVEIS, deste ou de outros planos de evolução que fazem parte deste TANTRA Divino de BRAHM:

EU SOU TU
TU ÉS EU
NÓS SOMOS OOOMMMMMMM

SHANTI, SHANTI, SHANTIHI....
OM, TAT, SAT.....
NAMASKARAM,

OM NAMAHA SRI PARAMA RISHIBHYO YOGUIBIAHA
SUBHAMASTU SARVA JAGATAM





sexta-feira, 29 de março de 2013

O QUE É UM GURU ?


Esse texto foi escrito por Jonas Masetti no site satsangaonline.

Afinal de contas o que é um Guru ?

o que é um guru


“Guru” é uma palavra popularmente utilizada no mundo, porém, seu significado original poucos conhecem, e por isso somos constantemente surpreendidos sem saber o que esperar deles.


“O que é um guru? O turbante laranja?”
No mundo espiritual essa palavra possui duas utilizações populares:

1 – Utilizamos a palavra guru como sinônimo de “guia, mestre ou professor”. Então dizemos que essa pessoa é um guru ou um mestre no sentido que dá orientações e ensinamentos de vida. E em muitos casos é considerado como um título, ou até visto como uma profissão.

2 – O segundo significado é de uma pessoa com uma benção especial, capaz de prever o futuro, curar doenças ou qualquer outra capacidade fora do normal. Nesse caso a palavra guru se iguala ao nosso entendimento de uma pessoa “santa” ou especial. Esse significado se estende mesmo fora da espiritualidade, então vamos ter o “guru da bolsa”, “guru das compras” e assim vai.

Apesar de usarmos a palavra guru com esses significados e não precisarmos mudar nossa forma de se comunicar, conhecer o significado original pode elucidar outras questões que aparecem no nosso relacionamento com os “gurus” desse mundo.

Primeiramente vamos esclarecer que “guru” não é uma profissão. É apenas uma palavra que expressa o relacionamento de duas pessoas, assim como “pai, amigo, ou filho”. E, portanto, o uso da palavra guru, ou equivalente como um título que define uma pessoa, do ponto de vista da tradição, não é o mais apropriado. O guru para uma pessoa pode ser uma amigo para outra, a verdade é que o papel de “guru” é algo que aparece naturalmente devido à natureza desse conhecimento. Se não fosse a peculiaridade do conhecimento que estamos almejando, poderíamos dizer que a palavra professor seria mais adequada para se referir a alguém que se propõe a ensinar sobre autoconhecimento e vedanta. Entretanto existe algo de especial com esse tema e papel que dá razão a esse nome “guru“.


Não é nenhum poder mágico específico, apenas o fato de que o autoconhecimento é algo precioso e que não pode ser descoberto sozinho. Sendo preciso alguém que abra essa porta para gente, essa pessoa recebe esse nome especial “guru“. Nada mais é do que um professor, cujo tema de ensino é o autoconhecimento.


Podemos tentar, afinal de contas é o que todos fazemos. Depois de tentar bastante e de boas orações temos a oportunidade de escutar e apreciar um fato interessante. Existem disponíveis para nós dois tipos de conhecimentos no mundo. O conhecimento de objetos externos, que são diferentes de nós e o conhecimento do sujeito, aquele que vê, escuta e age.

Com o primeiro dos dois estamos bem acostumados a lidar. Aprendemos certas coisas sozinhos, outras por acaso nos deparando com uma situação ou objeto, e ainda outras que, apesar de sabermos que é possível alcançar sozinhos, não dispensamos o uso do professor como o sânscrito ou a matemática.

Já o conhecimento do sujeito, quanto mais exploramos, mais percebemos que não conhecemos nada e não temos acesso a informação. Achamos que estamos progredindo explorando emoções, situações do passado e experiências na meditação. Porém, depois de um tempo, entendemos que emoções também são objetos e as situações são diferentes de nós. De certa forma até parece que esse é o nosso problema nos associamos a coisas e não conseguimos estabelecer uma identidade independente dos objetos a nossa volta. Essa confusão entre sujeito e objetos é algo muito natural, porém toda experiência requer a divisão entre sujeito e objeto e por isso podemos dizer com segurança que tudo que experienciamos é diferente de nós, seja através do sonho, na meditação ou do estado acordado.

Assim a má notícia é que o “eu” não pode ser investigado sozinho, ou através de nenhum meio de experiência, em outras palavras não temos um meio de conhecimento disponível para ele.

E a boa notícia é que não é um beco sem saída. Embora os nossos olhos possam ver tudo nessa criação com exceção de si mesmos, os olhos podem ser vistos pelos próprios olhos, através de um espelho. Em outras palavras é cabível que exista um meio de conhecimento para o sujeito que não está disponível para ele em primeira mão.

Os Vedas e mais precisamente sua parte final chamada de Vedanta tem como propósito ser esse meio de conhecimento. E o processo de estudo de acordo com o próprio texto requer um professor que tenha passado pelo processo, certo preparo do estudante e uma vida de yoga, que inclui valores e a saúde do corpo e da mente.

Tendo entendido a natureza desse conhecimento e o papel do professor no processo, podemos então eliminar o segundo uso popular da palavra guru, ou seja, do guru como alguém que possui um poder paranormal. De acordo com a tradição védica o guru é apenas o professor que com auxílio dos Vedas revela a natureza do “eu” para os alunos. Apesar de ser possível que o guru tenha realmente alguma benção causadas por uma vida de orações e asceses, se ele realmente for um guru sua preocupação em se mostrar como uma pessoa normal não deixará ele promover sua imagem através dessas capacidades. Afinal de contas isso seria um obstáculo para o aluno. Se o aluno tem que aprender e seu interesse é pelo conhecimento, é importante encontrar alguém que tenha uma vida parecida com a dele e que possa ajudá-lo a transpassar os obstáculos, e não um homem santo vestido de laranja em uma caverna que traria a idéia que esse conhecimento é algo intangível. Quando o professor ou guru é uma pessoa tangível na nossa frente talvez ele não seja tão inspirador como um homem santo com super-poderes, mas não existe melhor maneira de aprender do que com alguém igual a nós, que mostre como é possível cruzar essa jornada, sem passes de mágica.

Existem muitos aspectos que constituem a relação entre guru e shishya, ou mestre e discípulo dentre elas: a relação de confiança criada, a entrega do ego, as inevitáveis projeções emocionais, a observação dos valores e muitos outros ensinamentos que nascem da própria convivência. Tudo isso junto forma o ambiente necessário para transmissão do conhecimento de forma efetiva. Como esse ambiente é algo precioso, o professor em geral sempre toma certos cuidados, que quando estão faltando não são bons sinais.


 Preocupação demasiada com “namaskaram” (saudações) ou algum tipo de tratamento especial, mostrando que o professor tem alguma necessidade de afirmação através do aluno ou simplesmente quer se colocar como superior a ele.

 Criação de dependência psicológica ou emocional, com muitos elogios desnecessários ou onde o aluno não fica a vontade de parar de estudar sem decepcionar o professor. A relação guru shishya é baseada na liberdade e não em uma regra de conduta onde “você agora não pode ler nenhum livro ou ouvir nenhum professor que não seja eu!”.

 Aulas não são cobradas adequadamente, ou muito caras ou muito baratas. O dinheiro é símbolo do nosso esforço e suor é importante que o professor e o aluno valorizem as aulas com um valor justo e que essa não seja uma questão constantemente em pauta.

 Troca de papéis onde o professor cria relações afetivas com alunos(as), problema esse que é agravado quando o professor é um renunciante ou swami, ou seja, fez um voto de não ter relacionamentos. Muito da troca entre professor e aluno é baseado no fato de que o professor é alguém neutro, no momento que se cria uma relação afetiva seja através de sexo, ou uma atenção desproporcional, existe uma quebra natural desse papel e o rompimento do fluxo de conhecimento. Dependendo da situação é possível se reestabelecer uma nova relação, mas muitas vezes ocorre um trauma com o colapso da personalidade.

 Como o processo de estudo requer a escolha do estudante, o convite forçado por parte do professor para alunos assistirem suas aulas também vai de encontro com o processo de aprendizado. Em geral a regra é “não estude com quem te convida!” o professor apenas se coloca disponível a iniciativa é de quem tem o interesse em aprender.

E por fim, se pararmos para analisar, esse conhecimento é apenas recebido por nós, não temos nada a adicionar a ele, somos apenas mais um canal que repassa o que foi aprendido para frente. Assim a verdade é que ninguém pode clamar pela sua autoria e é por isso que os professores tradicionais não se apresentam como gurus e sim como discípulos. Essa tradição de conhecimento apresentada pelos Vedas é formada por discípulos e não por “gurus”. O único guru é o próprio criador que entrega os ensinamentos na mão dos Rshis no início de cada ciclo da criação e fala através de cada um de seus discípulos.

Dos versos da tradição que falam sobre guru e o seu papel, esses dois se conectam bem com as explicações dadas.

गुकारस्तु अन्धकारो वै रुकारस्तन्निवर्तकः ।

अन्धकार-निरोधित्वात् गुरुरित्यभिधीयते ॥

A sílaba “gu” significa a “escuridão” e “ru” o “removedor da escuridão”, devido ao fato de ser o removedor da ignorância, (esse que a remove) é chamado de “guru“.

अज्ञानतिमिरान्धस्य ज्ञानाञ्जशलाकया

चक्षुरुमीलितं येन तस्मै श्री गुरवे नमः

“Saudações ao guru que remove a ignorância, como o médico que remove a catarata dos olhos.”